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D – Descarte

Uma mudança de layout terminou e sobraram quinze cadeiras.
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O que sai de uso também precisa de gestão

Então elas vão para o depósito, é uma situação comum em Facilities. O problema é que, muitas vezes, o depósito acaba virando o lugar onde decisões ficam para depois. E depois de algum tempo aparecem outras mesas, mais cadeiras, armários, gaveteiros, peças de mobiliário de uma área que foi desmobilizada, itens que foram substituídos em uma reforma.

Quando alguém percebe, existe um espaço inteiro ocupado por móveis que pertencem à empresa, mas que ninguém sabe exatamente se serão usados novamente. É aí que o descarte deixa de ser uma questão simples, porque descartar não é apenas jogar fora.

Na verdade, antes de qualquer descarte existe uma decisão: esse móvel ainda tem valor para a empresa?

Pode ser usado em outra unidade?
Pode atender uma nova equipe?
Vale a pena reformar?
Existe demanda prevista para ele?
Faz sentido continuar pagando pelo espaço onde está armazenado? Ou realmente chegou o momento de dar outro destino?

Essa decisão parece pequena, mas ganha dimensão quando estamos falando de dezenas ou centenas de itens.


O depósito também custa

Existe uma tendência de olhar para um móvel parado e pensar que, como ele já foi comprado, não está mais gerando custo. Mas, não é bem assim… Ele ocupa espaço, precisa ser inventariado, pode precisar ser movimentado, alguém precisa saber onde está. Em alguns casos, a empresa mantém áreas inteiras destinadas a armazenar mobiliário que talvez nunca volte para a operação.

E existe ainda um custo menos visível: o tempo de Facilities tentando administrar esse patrimônio. 


Nem todo móvel que sai de uso precisa virar descarte

Esse também é um ponto importante, uma cadeira que não serve mais para uma área pode atender perfeitamente outra, uma mesa retirada de um projeto pode ser reaproveitada em uma expansão. Um móvel desgastado pode voltar para a operação depois de uma manutenção, antes de pensar em descarte, faz sentido pensar em destino.

Reaproveitar quando houver utilidade, reformar quando houver viabilidade, remanejar quando existir demanda e descartar corretamente quando o ciclo realmente tiver terminado. Essa lógica parece óbvia, mas exige organização.

Sem inventário, critérios e uma visão clara sobre o que existe disponível, é muito fácil comprar algo novo enquanto um item semelhante continua parado em algum depósito.


O problema não é ter estoque

Algum nível de estoque pode ser útil, a área de facilities precisa ter capacidade de responder rapidamente a determinadas necessidades. O problema aparece quando ninguém consegue explicar por que determinado item está sendo guardado ou quando poderá voltar a ser utilizado. Nesse momento, o estoque deixa de ser uma reserva operacional e começa a virar acúmulo e acúmulo ocupa espaço, capital e atenção.

Por isso, o descarte não deveria acontecer apenas quando o depósito está cheio. Ele precisa fazer parte da própria gestão do mobiliário. Saber o que está em uso, o que está disponível, o que pode ser recuperado, o que pode ser remanejado e o que já não faz mais sentido manter.


Uma gestão que pensa no ciclo inteiro

Quando uma empresa compra um móvel, normalmente existe muita atenção sobre especificação, preço, prazo e entrega. Mas pouca gente pensa naquele momento: o que acontecerá com esse móvel quando ele deixar de ser necessário?

Para quem é de Facilities, essa pergunta chega alguns anos depois. E quase sempre chega acompanhada de outra: “onde vamos colocar isso?”

Pensar no ciclo de vida desde o início muda bastante essa lógica. Na Telelok, entendemos que mobiliário não deveria ser tratado apenas como algo que entra no ambiente. Ele também muda de lugar, precisa de manutenção, pode ser substituído, reaproveitado e, em algum momento, sair de operação.

Gerir bem os ambientes significa olhar para todas essas etapas inclusive para a última.

Veja também

E o problema não é simplesmente “ter muitos fornecedores”. É quando Facilities vira o ponto de integração entre empresas que não conversam entre si.
quanto custa o que sua empresa não está usando? Em Facilities, desperdício nem sempre parece desperdício... Às vezes, ele está organizado.
Uma mudança de layout terminou e sobraram quinze cadeiras.